A COISA
A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.
Mario Quintana (Caderno H)
Hoje estava me lembrando dos tempos de colégio militar... Estudei 7 anos lá e ainda não me acostumei com o "mundo aqui fora". Já tive inúmeros choques com a ausência de regras na universidade e, por incrível que pareça, sinto falta de usar uniforme e cantar o hino nacional.
Entrei no site do CMJF e a frase da página inicial me chamou atenção: "Forjando os líderes do amanhã".
A frase é verdadeira. Quase todos os militares do país saíram de algum colégio militar. Mas de lá saíram também grandes médicos, juízes, políticos (o não tão grande prefeito de JF foi aluno do CMBH) e escritores. Sim! Temos escritores que estudaram em colégios militares e eu gosto particularmente de um ex-aluno do colégio militar de Porto Alegre: Mário Quintana.
Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Mário Quintana - Prosa e Verso, 1978)
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Mário Quintana - Prosa e Verso, 1978)
Quintana começou a estudar no CMPA em 1919 e lá escreveu seus primeiros textos para a revista Hyloea, órgão da Sociedade Cívica e Literária dos alunos do Colégio. Trabalhou como escritor e jornalista e muitas das suas obras têm um tempero especial de humor e sarcasmo (o poema acima mostra isso e foi escrito depois que seu autor perdeu a terceira indicação para a Academia Brasileira de Letras).
Faleceu em Porto Alegre, no dia 5 de maio de 1994, próximo de seus 87 anos. No seu estilo brincalhão, escreveu sobre a morte: "A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos".
Faleceu em Porto Alegre, no dia 5 de maio de 1994, próximo de seus 87 anos. No seu estilo brincalhão, escreveu sobre a morte: "A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos".
SIMULTANEIDADE
- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.
- Você é louco?
- Não, sou poeta.
Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo (Poesia Completa)
Lindo seu blog Pri!!!
ResponderExcluirParabens!!!
"Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um".
( Mário Quintana )
O passado não reconhece seu lugar;
ResponderExcluirestá sempre presente.”
(Mário Quintana)